OS ORIGINAIS DO SAMBA
No ano de 1960, Bigode (pandeiro e voz), Bidi (cuíca e voz), Chiquinho (ganzá e voz), Lelei (tamborim e voz), Mussum (reco-reco e voz) e Rubão (surdo e voz) faziam parte do grupo “Os Sete Modernos do samba” ou, em espanhol, como diz Mussum: “Los 7 diablos de la Batucada”. O Grupo apresentou-se algumas vezes no Clube dos Baianos, na Praça Tiradentes, Centro do Rio de Janeiro.
Em 1961, “Los Diablos” já eram: “Os Originais do Samba”, todos ritmistas de escolas de samba do subúrbio do Rio. Aliando bom gosto e humor, com arranjos tipicamente de samba e vocais em uníssono, o grupo começou a se firmar depois de acompanhar Elis Regina na defesa do samba “Lapinha”, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro em um festival de samba. Logo depois Os Originais gravaram “Cadê Teresa”, de Jorge Ben, obtendo bastante sucesso com a versão.
Participaram de festivais e ganharam discos de ouro pela vendas de suas gravações, principalmente nos anos 70, combinando o canto uníssono, a roupa padronizada.
Tocaram com grandes nomes da música brasileira - como Chico Buarque, Jair Rodrigues, Vinicius de Moraes - e mundial - Earl Grant. Excursionaram pela Europa e Estados Unidos, e foram o primeiro conjunto de samba a se apresentar no Olympia de Paris.
Alguns de seus maiores sucessos são "Tá Chegando Fevereiro" (Jorge Ben/ João Melo), "O Lado Direito da Rua Direita" (Luiz Carlos/ Chiquinho), "A Dona do Primeiro Andar", "O Aniversário do Tarzan", "Esperanças Perdidas" (Adeilton Alves/ Délcio Carvalho), "E Lá se Vão Meus Anéis" (Eduardo Gudin/ P.C. Pinheiro), "Tragédia no Fundo do Mar (Assassinato do Camarão)" (Zeré/ Ibrahim), "Se Papai Gira" (Jorge Ben), "Nego Véio Quando Morre".
Neste vídeo temos trechos do programa MPB Especial com Originais do Samba na TV Cultura em 1972 exibidos no Radiola.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
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